NOME POPULAR: GINSENG
Família Araliaceae.
Nome científico : Panax ginseng C.A. Mey.
Indicações: afecção do fígado, afrodisíaco, anemia, bioestimulante, câncer no pulmão, cansaços, capacidade aeróbica, colesterol alto, convalescença, coração, debilidades, deficiência de libido e erecção, depressões, depurativo, diabete tipo 2, disfunção de erecção, diurético, doenças de pele, epilepsia (em combinação com bupleurum, raiz de peony, raiz de pinellia, casca de cassia, raiz de gengiber, jujube fruit, raiz de solidéu asiático e raiz de licopódio), fadiga crônica, falta de energia e de concentração, fígado, fortificante, fraquezas, função imunológica, gripe e resfriado comum/dor, ferida e inflamação na garganta, hemorragias, HIV (AIDS), impotência sexual, indisposições, infecção, infertilidade masculina (3 meses de uso), melhorar a performece atlética, melhorar a vitalidade mental e física, memória, menopausa, pressão alta, próstata, reumatismo, revitalizante, stress, tônico geral.
Contra-indicações/cuidados: não usar na gravidez (possível androgenização fetal), se tiver pressão alta (possível excesso hipertensivo e taquicardia), com terapia com anticoagulante e menopausa (favorece metrorragia).
Efeitos colaterais: Há casos de reações adversas com insônia, cefaléia, nervosismo, diarréia. Em caso dosagem excessiva pode provocar edema, coceira, depressão, vertigem, palpitações, alergias, cefaléia, problemas no sistema imunológico. Raramente, pode causar excitação (nervosismo/inquietação) e insônia. Cafeína (café) com ginseng aumenta o risco de excitação e transtorno gastrointestinal. Pessoas com pressão alta devem usar o ginseng com cautela. Uso a longo prazo de ginseng pode causar anormalidades menstruais e tenderness dos seios em algumas mulheres. Ginseng não é recomendado para mulheres grávidas ou amamentando. Pode potencializar a ação da glândula pituitária e do hipotálamo, causando reações alérgicas e taquicardia.
O ginseng é um dos fitoterápicos mais utilizados em todo o mundo. O gênero dessa erva compreende cinco espécies de plantas de crescimento lento e vida longa, cultivadas em todo o mundo, mas especialmente em países de clima mais ameno. Essa planta vem sendo utilizada há séculos na medicina chinesa e até mesmo pelos nativos norte-americanos. Alguns pesquisadores acreditam, porém, que a erva utilizada originalmente pelos chineses era de outra espécie.
O nome ginseng é derivado de uma palavra chinesa que significa “raiz-homem”, porque a raiz da planta tem um formato semelhante às pernas de um homem. Importante dizer que algumas ervas são classificadas erroneamente como ginseng, de forma que é preciso prestar bastante atenção aos vários compostos que são encontrados no mercado, vendidos com promessas milagrosas.
Historicamente, o ginseng é utilizado para melhorar o estado de estresse e cansaço, devido às suas propriedades chamadas “adaptogênicas”. Com isso, parece estar associado a uma melhora do bem-estar e a um aumento da habilidade em lidar com os fatores estressores (ambientais, fisiológicos e emocionais). Além disso, outros efeitos seriam a redução da suscetibilidade às doenças e também a diminuição dos danos causados por tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia.
Os extratos de ginseng contêm diversas substâncias, mas as principais são as chamadas ginsenosídeos. Esses compostos possuem uma estrutura semelhante a certos hormônios que o nosso organismo produz, e suas ações podem ser devidas à sua ligação aos receptores para esses hormônios. Essas ações afetam diversos sistemas em nosso corpo, incluindo o estímulo à liberação de certos hormônios reguladores e a ativação da produção de proteínas e de colesterol. Os estudos já realizados sugerem que o ginseng pode ajuda a reduzir os níveis de uma substância chamada cortisol, em pacientes com diabetes, e ajuda a elevar esses níveis naqueles pacientes sem diabetes. Isso é importante, porque uma das ações do cortisol é elevar a taxa de glicose no sangue, o que é prejudicial principalmente aos diabéticos.
Acredita-se também que algumas das substâncias encontradas no ginseng atuem na melhora do aprendizado e da memória, tenham efeito sedativo e de redução da pressão arterial. Outro grupo de compostos teria ações estimulantes sobre o sistema nervoso.
Os estudos realizados com o ginseng têm mostrado que os efeitos desse fitoterápico dependem da dose utilizada. Por exemplo, foi mostrado que o uso em baixas doses leva ao aumento da pressão arterial, enquanto altas doses ajudam a reduzir a pressão. Como já comentamos, o ginseng tem efeitos benéficos para os pacientes que são submetidos à quimioterapia, ajudando a reduzir a perda de peso e a estabilizar o sistema imune, ajudando a proteger o organismo de alguns efeitos colaterais desses tratamentos.
Apesar de todos esses efeitos relatados, a maioria dos estudos realizados apresentou resultados discordantes. Acredita-se que isso se deva à qualidade variável das preparações de ginseng utilizadas. Além disso, os estudos não apresentam qualidade satisfatória, que permita a formulação de conclusões definitivas.
Classificação
Existem algumas preparações de diferentes espécies de ginseng, sendo as mais comuns:
• Ginseng Chinês/Coreano (Panax ginseng): atribui-se a ele efeitos estimulantes, melhorando a circulação sanguínea e ajudando na recuperação de doenças leves. Pode ser adicionado a sopas.
• Ginseng Americano (Panax quinquefolius): é o ginseng que é cultivado nos EUA e no Canadá. Parece ter ações calmantes. Um estudo mostrou que o ginseng pode ajudar na redução dos episódios de gripe, em idosos.
• Ginseng Silvestre: é aquele que não é cultivado pelo homem, que nasce naturalmente. Alguns pesquisadores acreditam que sua qualidade é superior à do ginseng que é cultivado, talvez porque ele contem maior quantidade de ginsenosídeos. É bastante raro.
• Ginseng Vermelho: é representado pelo ginseng chinês/coreano que foi submetido ao calor. Seus efeitos seriam de estimulante sexual e combate ao câncer. Um estudo realizado com esse tipo de ginseng mostrou certo benefício no tratamento da impotência. Outro estudo mostrou que essa erva pode ajudar a controlar a recidiva do câncer de estômago.
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