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ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL - PEROBA »

ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL - PEROBA

Nomes(primeiro científico depois os populares):

Paratecoma peroba - peroba, peroba-amarela, peroba-de-campos, ipê-peroba, peroba-manchada;

Paratecoma peroba
A peroba pode atingir entre 20-40 metros, suas folhas são compostas, digitadas, 5 folíolos de até 20 cm e suas flores são brancas, pequenas.
Seu fruto é uma Vagem cilíndrica de casca muito dura, que se abre em duas partes quando madura e as sementes 3 cm, aladas por membrana transparente, com um tom amarelado.
Paratecoma perobaÉ uma árvore de grande porte, e no passado foi muito procurada pela qualidade da madeira. Muitos fazendeiros em MG tinham o costume de preservar uma peroba adulta no meio do pasto para aproveitamento futuro da madeira, e isto contribuiu para a existência de exemplares muito antigos, da mesma forma que os Jequitibás. Na ultima foto aparece uma mata de perobas no Vale do Jequitinhonha, MG.

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ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL PAU-DE-VIOLA »

ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL
PAU-DE-VIOLA

Nomes(primeiro científico depois os populares):

Cythalexyllum myrianthum - tucaneiro, pau-de-viola, baga-de-tucano, jacaraúba, pombeiro, tarumã-branco

Paratecoma peroba
Família: Verbenaceae
Distribuição geográfica: Bahia ao Rio Grande do Sul, na floresta pluvial atlântica e matas de galeria.
Filotaxia: Altura de 8-20 m, com tronco de 40-60 cm de diâmetro. Folhas subcoriáceas, face inferior de coloração mais clara e com nervuras pubescentes e de coloração marrom-clara, de 10-20 cm de comprimento por 3-7 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Em seguida deixa-los amontoados alguns dias para iniciar sua decomposição e despolpá-los manualmente em peneira sob água corrente, deixando as sementes ao sol para secagem. Um quilograma de sementes contém aproximadamente 19.000 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é superior a 6 meses.
Paratecoma perobaProdução de mudas: Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, em canteiros ou diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso e mantidos em ambiente semi-sombreado; cobri-las com uma fina camada do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 20-40 dias e, a taxa de germinação geralmente é superior a 80%. Transplantar as mudas dos canteiros para embalagens individuais quando alcançarem 4-6 cm, as quais atingirão o tamanho adequado para o plantio no local definitivo em menos de 4 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é bastante rápido, podendo atingir 4 m de altura aos 2 anos.

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ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL - PEQUI »

ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL - PEQUI

Nomes(primeiro científico depois os populares):

Caryocar brasiliense - pequi, piqui, pequiá, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo;

Caryocar brasiliense

Pequizeiro está na relação das espécies com risco de extinção. Rico em vitaminas A, B e C, cálcio, fósforo, ferro e cobre, o fruto do pequizeiro (Caryocar brasiliense), árvore característica dos cerrados brasileiros é, dentre as espécies dessas regiões, uma das mais importantes economicamente, além de fazer parte da sua paisagem típica.
Contudo, apesar da sua importância nutricional e econômica, o pequi ainda não recebeu a devida atenção dos ambientalistas, agricultores e pecuaristas. Com a expansão acelerada da agricultura e da pecuária nas regiões de cerrado, nos últimos vinte anos, os pequizeiro vêm sendo derrubados sistematicamente correndo sério risco de extinção, principalmente na região Centro-Oeste.
Caryocar brasilienseA família do pequizeiro tem apenas dois gêneros: Caryocar e Anthodiscus. O Caryocar abrange quinze espécies, destacando-se o Caryocar brasiliense, o C, coreaceo, o pequi do norte da Bahia, Tocantins, sul do Maranhão e Piauí, o C, villosum, ou pequiá, e o C. glabrum, ou pequirana, que ocorrem no Amazonas; o C, nuciferum das Guianas, e o C. amygdaliferum, da Colômbio e Peru.
O Caryocar brasiliense - ao contrário do C. villosum, árvore frondosa da Amazônia, com até 50 metros de altura - tem porte mediano, embora seja uma das árvores mais altas dos cerrados, podendo chegar até 10 metros; produz frutos redondos, aproximadamente do tamanho de uma laranja, com casca esverdeada e um caroço espinhoso e tenro, cuja amêndoa se come crua ou assada.
Caryocar brasilienseCautela e um pouco de prática são recomendadas para consumir o fruto do pequi, palavra indígena que significa “casca espinhenta”, pois quem não sabe consumi-lo pode ficar com a língua e a boca cheias de espinhos. O seu caroço é revistido naturalmente de centenas de milhares de minúsculos espinhos e, por esse motivo óbvio, não pode ser mordido, principalmente pelos iniciantes. Contudo, depois de certa prática, não há nenhum risco para os degustadores.
O pequi é de fundamental importância na alimentação das populações do interior de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Distrito Federal e Minas Gerais, além de outros estados, onde o consumo é menor.
A massa que envolve as sementes é amarelada, pastosa, farinácea, oleaginosa e rica também em proteínas. Além de fornecer óleo comestível, o pequi é utilizado como condimento no preparo de arroz, carne, feijão e outros pratos. A polpa é ainda empregada na fabricação de licores e sabão caseiro. As amêndoas fornecem óleo para os mais diversos fins, e a madeira - infelizmente, o que tem contribuído para acelerar a devastação dessa espécie - é usada para a fabricação de móveis, caixas, dormentes, mourões, postes etc. A entrecasca produz ainda uma tintura castanho-escura de ótima qualidade, utilizada na produção de artigos de artesanato.
O pequi tem ainda emprego medicinal, como a Emulsão do Pequi e o Pequiodeo, aplicado no tratamento de todas as doenças do aparelho respiratório e definhamento orgânico, além de restaurador das energias e tônico, mesmo puro, ingerido na dose de uma colher de café, duas ou três vezes ao dia, durante as principais refeições, com base no senso comum das populações interioranas.
O pequizeiro floresce geralmente entre setembro e novembro e frutifica de dezembro a abril. Em cerrados, normalmente roçados para facilitar a pastagem do gado, encontram-se exemplares pequenos, com 1 metro de altura, carregados de flores em épocas fora do tempo normal de floração, quando há veranicos, no período de janeiro.
Sua produção não é estável. Em anos de muita chuva, produz pouco; ao contrário, nos de seca a produção é maior. Tanto que nas regiões interioranas existe um adágio popular muito conhecido: “ano de pequi, ano de crise”. A chuva derruba as flores antes da fecundação, o que reduz a produção. Os frutos geralmente têm uma semente, mas podem vir com até quatro. Quando maduros caem e estão prontos para o consumo. Se colhidos verdes não têm o seu sabor característico. Um pequizeiro pode produzir até 6000 frutos numa estação.

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Árvores Nativas do Brasil - Pau Brasil Caesalpinia echinata »

Árvores Nativas do Brasil
Nomes(primeiro científico depois os populares):
Caesalpinia echinata - pau-brasil

Albizia hasslerii

A Caesalpinia echinata, pertencente à família Caesalpiniaceae, é conhecida como pau-brasil, ibirapitanga, orabutã, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, pau-rosado, pau-de-pernambuco. A espécie ocorre desde o estado do Ceará até o Rio de Janeiro na floresta pluvial Atlântica.

Sua madeira é muito pesada, dura, compacta, muito resistente, de textura fina, incorruptível, com alburno pouco espesso e diferenciado da cerne. É empregada atualmente para confecção de arcos de violino. Outrora foi muito utilizada na construção civil e naval e trabalhos de torno.

O principal valor do pau-brasil é a extração de um princípio colorante denominado brasileína, extraído do lenho e muito usado para tingir tecidos e fabricar tinta para escrever. A sua exploração intensa gerou muita riqueza ao reino e caracterizou um período econômico de nossa história, que estimulou a adoção do nome Brasil ao nosso país. More »

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Malva - Malvaceae - Malvastrum coromandelianum, Malva sylvestris »

malva.jpgNOME POPULAR: Malva
Família Malvaceae.
Nome científico : Malvastrum coromandelianum, Malva sylvestris

Cultivada como planta ornamental pela beleza das suas flores, a malva (Malva sylvestris L.) é uma planta pertencente à família das Malváceas, originária da Europa, que pode atingir até cerca de 1 metro de altura. Popularmente, recebe vários nomes, como malva-de-botica, malva-maior ou malva-selvagem. É uma planta usada em fitoterapia e apreciada como hortaliça desde o século VIII a.C. Suas folhas são mais usadas na medicina popular, entretanto, as flores da malva constam das farmacopéias da Itália, França, Alemanha e da Suíça. Além disso, em muitos países da Europa, as flores secas são muito mais consumidas do que as folhas.
Ainda como medicinal, a malva também é aplicada na veterinária, nos casos de prisão de ventre de animais domésticos, principalmente em cães.

malva1.jpgA planta contém mucilagens, antocianina, tanino e um óleo essencial volátil com propriedades calmantes, emolientes e laxativas. O uso da malva é indicado nas inflamações da boca (aftas e gengivites) e garganta, principalmente na forma de gargarejos. O chá é usado em casos de prisão de ventre, úlceras e gastrite. Na forma de emplastro, a malva é recomendada para tratar abcessos e as compressas feitas com as folhas são consideradas ótimas para aliviar queimaduras de sol.

Cultivo
As folhas da planta são bem verdes, com longos pecíolos, serreadas nas bordas e com pêlos ásperos, embora moles e macios ao tato. Já as flores são bem características: quando totalmente abertas, apresentam cinco pétalas afastadas, estreitas na base, largas e chanfradas na parte superior, a coloração é rósea e o florescimento se dá nos meses mais quentes do ano e, dependendo da região, pode ocorrer do final da primavera até meados do outono.
Esta planta vegeta espontaneamente nos continentes europeu, africano e americano. No Brasil, desenvolve-se bem em locais de clima mais ameno, como a região Sul. A Malva sylvestris L. não deve ser confundida com outras plantas existentes no Brasil ou no exterior e conhecidas pelo mesmo nome popular de “malva”, pertencentes a outras espécies ou gêneros como Pavonia, Sida, Althaea, Abutilon, Eremanthus, etc. Dos 40 gêneros da família das malváceas existentes no mundo, 20 deles são encontrados na flora indígena brasileira, ou são cultivados, como o algodoeiro, o quiabo, a altéia, etc. Do gênero “malva”, existem umas 30 espécies e é preciso muito cuidado com as confusões, pois as finalidades medicinais de algumas malvas são diferentes.
A malva propaga-se por meio de sementes, divisão de touceiras ou estaquia. Embora seja nativa de climas temperados, a malva tolera climas mais quentes. Seu cultivo exige luz solar direta pelo menos 4 horas por dia e recomenda-se proteger a planta contra geadas e frio intenso. Em regiões onde o inverno é muito rigoroso, a malva comporta-se como planta anual.

* Solo ideal: rico em matéria orgânica
* Regas: freqüente durante a fase de formação dos botões florais e espaçadas nos outros períodos;
* Cuidados gerais: controlar a invasão de ervas daninhas e evitar a umidade excessiva, que pode provocar a proliferação de fungos;
* Colheita: as folhas da malva devem ser colhidas durante o período de floração e as flores, antes da abertura dos botões florais.

Curiosidades:
Na Itália renascentista, a malva era considerada um remédio para todos os males. Suas flores entravam no preparo de um chá usado nos conventos como anafrodisíaco, ou seja, como “amansador” do desejo sexual. Na Antigüidade, acreditava-se que uma poção à base de sumo de malva evitava as indisposições durante todo o dia. Já os pitagóricos consideravam-na uma planta sagrada, que libertava o espírito da escravidão das paixões. Carlos Magno apreciava a malva como planta ornamental, em seus jardins imperiais.

Aviso: Este site é apenas informativo, de caratér educativo. Todas as informações foram colhidas na Internet, livros e revistas. NÃO UTILIZE ERVAS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA. O uso indevido é de responsabilidade do usuário, auto medicação traz grandes riscos à saúde.

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Hortelã - Lamiaceae - Mentha arvensis var. Piperacens Holmes »

hortela.jpgNOME POPULAR: Hortelã
Família Lamiaceae
Nome científico : Mentha arvensis var. Piperacens Holmes

Indicações: limpa o sangue, cura úlceras, doenças do útero, ovários, nevralgias, sífilis, inflamação da garganta e faz passar coceiras. Internamente atua contra a fadiga, problemas digestivos, cólicas, gases, vômitos, intoxicações gastrintestinais, doenças do fígado, palpitações, enxaqueca, tremores, sinusite, bronquite, asma, dores dentárias e nevralgias da face. Em forma de óleo é usada externamente para diminuir a sensação de dor em casos de nevralgias e dores dentárias

hortela1.jpgContra indicação: Pessoas com cálculos biliares, gestantes ou em fase de amamentação, crianças pequenas e em fase de amamentação não devem usar hortelã. Pode causar insônia se tomado antes de deitar.

Todas as hortelãs encerram em suas folhas vitaminas A,B e C. minerais (cálcio, fósforo, ferro e potássio);exercem ação tônica e estimulante sobre o aparelho digestivo, além de propriedades antisépticas e ligeiramente anestésicas .Para picadas de insetos em crianças, colocar rapidamente muitas folhas amassadas em cima. Bom para dores de cabeça e juntas doloridas. Para dores abdominais, tomar um copo de leite aquecido com algumas folhas de hortelã. Ligeiramente vermífugo (lombriga e oxíuros), calmante, é também um bom chá para gripes e resfriados. Combate cólicas e gases, aumenta produção e circulação da bílis. Favorece expulsão dos catarros e impede a formação de mais muco. Infusão indicada para gripes e resfriados.

  • Infusão - 3 gs em 100 ml de água fervente não mais que 5 minutos.
  • Óleo medicinal - Mergulhar um bom punhado de folhas e flores amassadas em azeite por 4 dias para aplicações locais com massagens.
  • M.piperita - Fortificante de glândulas, nervos e coração. Efeitos antiespasmódicos e calmantes. Dores do baixo ventre, cãimbras e prisão de ventre. Infusão quente favorece transpiração e facilita menstruação. Os chás são conhecidos calmantes para idosos e crianças. Para combater o soluço, tomar 1/2 colher de suco fresco de folha de m.piperita com algumas gotas de vinagre.
  • M. spicata- recomendado por suas virtudes diuréticas e anti-térmicas
  • Balsamite major/Chrysanthemum balsamite (família compostas) para distúrbios do estômago e da cabeça (infusão de não mais de 5 minutos para não amargar); também indicada para gota, ciática e dores semelhantes(maceração em azeite de oliva por 4 dias, aplicação externa local.Curiosidade: na Nova Inglaterra é conhecida como folha da bíblia, pois era utilizada para marcar as páginas da bíblia no culto dominical, e os fiéis mascavam suas folhas para afastar o sono.
  • Hortelã do norte, levante: usam-se as folhas e ramos floridos nas cólicas intestinais e como excitante do sistema nervoso central, na proporção de 3 gramas para um copo de água fervente.

Em geral bom para o rejuvenescimento da pele e refrescante. O hortelã pimenta é adstringente e clareia o tom da pele; bom também para infusos para bochecho do hálito.
Sauna facial antinevrálgica: em uma tigela, adicione 1/2 litro de água fervente a 25 gramas de hortelà pimenta. Exponha o rosto aos vapores, cobrindo a cabeça com um pano formando uma cabana para o rosto.

  • Banho estimulante: Ferver em fogo brando por 3 minutos 50 gramas de folhas de hortelã em um litro de água. Misturar à água da banheira (tomar pela manhã).
  • Uso caseiro: Plantar perto das rosas para afastar os pulgões. Espalhar folhas frescas ou secas nas despensas, para afastar os ratos.
  • Uso culinário: Bom para kibes, molhos, saladas, carnes. A geléia de hortelã acompanha carne ou costeleta, carneiros assados. Ervilhas condimentadas com hortelã. Curtida com vinagre dá toque especial para saladas e assados. Pode ser acrescentada em ovos mexidos e omeletes.

Erva utilizada desde a antiguidade, com sua origem confundida com os mitos. Usada pelos egípcios, hebreus, gregos, medievais, romanos e americanos, durante o século IX foram introduzidas na Europa muitas variedades. Ela aparece em TODAS as listas de ervas que chegaram até nós. Na bíblia aparece como dízimo. Os árabes regavam as mesas de banquete com menta antes das festas e limpavam o chão com a erva para estimular o apetite dos convidados
Partes usadas
Folhas e sumidades floridas.
Uma das ninfas amadas por Plutão, Minthe foi transformada em erva para fugir da ira da ciumenta mulher do deus grego.Erva da amizade e do amor, símbolo da hospitalidade, conta-se que Zeus e Hermes em suas andanças disfarçados pela Terra, foram acolhidos para comer na casa de um casal de pobres anciões que forraram a mesa com hortelãs para melhor recebê-los. Os deuses então transformaram o casebre num palácio. Outra lenda dá conta que Sherazade, a personagem que contou mil e uma noite de estórias ao sultão para não morrer, desfiava seus contos ao sabor de chazinho de hortelã. O símbolo da virtude, pelo asseamento e pelas qualidades medicinais.

Outras espécies
Existem diversas espécies de hortelã, mais do que se consegue identificar, pois a polinização das várias espécies acontece de forma cruzada, dando origem a novos híbridos. As espécies mais conhecidas são:
Hortelã pimenta - Mentha piperita (planeta Lua/Vênus)
Hortelã verde - Mentha spicata (planeta Lua)
Poejo- Mentha pulegium(planeta Lua/Vênus)
Hortelã Crespa - Mentha crispa
Hortelã doce-Mentha arvensis
Hortelã Romana-Balsamite major/Chrysanthemum balsamite (Planta anual nativa do Oriente, da família das Compostas,planeta regente Júpiter)
Gatária - Nepeta gataria L.
Hortelã do Brasil(hortelà vulgar, hortelà do norte, levante)
Hortelã cíprica, mentastro, hortelã da Córsega.

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espinheira-santa - celastráceas - Maytenus ilicifolia Martius »

espinheirasanta.jpgNOME POPULAR: espinheira-santa, cancorosa, cancerosa, coromilho-do-campo, espinho-de-Deus
Família: celastráceas.
Nome científico : Maytenus ilicifolia Martius

Indicações: Tônico, analgésico, anti-séptico (substância capaz de destruir os micróbios), cicatrizante. Usado nas fraquezas, anemias. Útil nas gastralgias e dispepsias, normalizando as funções gastrintestinais, paralisando as fermentações anormais. Diurético, laxativa branda

. Ao que parece, a fama é merecida: na Universidade Estadual de Campinas (SP), farmacologistas analisaram a planta em ratos com úlcera e, segundo os pesquisadores, “nos que tomaram o seu extrato, o tamanho da lesão diminuiu muito rapidamente e, em comparação com os remédios convencionais, espinheira-santa provoca menos efeitos nocivos”. A pesquisa prossegue, para determinar qual é o componente exato do vegetal responsável pelo efeito medicinal.
espinheirasanta1.jpg A espinheira-santa, além de indicada contra vários males do aparelho digestivo, era muito usada no passado pelos índios brasileiros com outra finalidade: eles usavam suas folhas no combate a tumores (esse uso pode ter gerado um dos seus nomes populares - erva-cancerosa)
A planta, pertencente à Família das Celastráceas, é originária do Brasil e pode ser encontrada na região que vai de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, sendo mais abundante nas matas do sul do Paraná. Também conhecida popularmente como espinho-de-deus, salva-vidas, sombra-de-touro, erva-cancerosa e espinheira-divina, a espinheira-santa é uma planta perene, de porte arbóreo-arbustivo, que atinge cerca de 2 a 3 metros de altura. Suas folhas são inteiriças e apresentam espinhos nas bordas, enquanto que as flores, axilares, apresentam coloração amarelo-esverdeada. A planta produz frutos pequenos e vermelhos.
A propagação da planta se dá por meio de sementes e o cultivo dá bons resultados em regiões de clima ameno.
Usos: As folhas, frescas ou secas, são utilizadas no preparo de infusões para uso interno e externo. O efeito cicatrizante também pode ser observado no tratamento de problemas da pele.
O chá de espinheira-santa é contra-indicado para gestantes e lactantes, pois reduz a produção de leite.

O uso medicinal mais comum da Espinheira Santa é para o tratamento de gastrites e úlceras gástricas e duodenais. A indicação popular do chá feito das folhas da Espinheira Santa foi comprovada cientificamente por vários pesquisadores (Carlini & Bráz, 1988; Faleiros et al., 1992; Ferreira et al., 1996; e Carvalho et al., 1997).

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Erva Mate - Aquifoliaceae - Ilex paraguariensis A. St.-Hil »

NOME POPULAR: Erva Mate, erva-chimarrão, mate, chá-mate, chá-do-Paraguai, chá-dos-jesuítas, chá-das-missões, chá-mate-do-Paraguai, chá-argentino, chá-do-Brasil, congonha, congonha-das-missões, congonheira, erva-mate-legítima, mate-verdadeiro.
Família: Aquifoliaceae
Nome científico : Ilex paraguariensis A. St.-Hil

Indicações: gripe, resfriado, febre, inflamação, neurastenia, depressão nervosa, constipação, ulcera, reumatismo, pâncreas.

Destaca-se principalmente que o mate é estimulante da atividade física e mental, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos eliminando a fadiga. Observa-se também que estimulante do mate é mais prolongada que a do café, sem deixar efeitos colaterais ou residuais como a insônia e irritabilidade. Por outro lado, a erva-mate atua sobre a circulação, acelerando o ritmo cardíaco e harmoniza o funcionamento bulbo-medular. Age também sobre o tubo digestivo, facilita a digestão e favorece a evacuação e mictação. É considerada ainda um ótimo remédio para pele e reguladora das funções do coração e da respiração, além de exercer importante papel na regeneração celular.

O chimarrão, segundo institutos de pesquisas internacionais, é um tônico estimulante do coração e do sistema nervoso: elimina os estados depressivos, conferindo ao músculo maior capacidade de resistência a fadiga, sem causar efeitos colaterais. Após estudos realizados sobre os efeitos fisiológicos exercidos pela erva-mate concluíram: O emprego da infusão aumenta as forças musculares, desenvolve as faculdades mentais, tonifica o sistema nervoso, regulariza e regenera as funções do coração e respiração, facilita a digestão e determina uma sensação de bem estar e vigor no organismo, sem acarretar depressões ou qualquer efeito colateral no organismo, como a insônia, palpitações ou agitações nervosas provocadas por outras bebidas similares, permite como bom alimento (natural) que sejam suportadas as fadigas e a fome.

A erva-mate contém altas proporções de vitamina E, efetiva na regulação das funções sexuais, além de ser um elemento indispensável para a pele. As análises feitas com as folhas de erva-mate mostram que esta planta possui vitaminas, aparecendo em maior escala as do complexo B; possui também cálcio, magnésio, sódio, ferro e flúor, minerais indispensáveis a vida.

O chimarrão é rico em ácido pantotênico, encontrado em menor escala na tão propalada geléia real das abelhas, muito procurada pelas características medicinais que possui.

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Quebra Pedra - Euphorbiaceae - Phyllanthus niruri L. »

quebrapedra.jpgNOME POPULAR: Quebra Pedra, erva-pombinha, arrebenta-pedra, quebra-pedra-branca e saxifraga.
Família Euphorbiaceae
Nome científico : Phyllanthus niruri L.

Indicações: ácido úrico, afecções urinárias, da pele, da boca e da garganta, afecções da próstata, afecções do fígado, albuminúria, amenorréia, analgésica, areias e cálculos renais, catarros vesicais, cistite, cólica renal, contusões, diabetes melitus com polineruropatia, disenteria, edemas, eliminação de urólitos, emético, febre palustre, feridas, gangrenas, gota, hemorragias, hepatite B, hipertensão arterial, icterícia, inapetência, infecções pulmonares, inseticida de pulgas e piolhos, litíases renais, problemas na próstata, relaxante muscular, úlceras, verrugas.

Contra-indicações: não deve ser utilizada por crianças, gestantes e lactantes, pois algumas substâncias da planta conseguem atravessar a placenta e são excretadas pelo leite materno. Pessoas com alergia a plantas do gênero Phyllanthus também não devem fazer uso. Abortiva e purgativa em altas doses. Pode ser tóxica em doses muito elevadas.
O uso prolongado (mais de 21 dias seguidos) ou em altas doses provoca desmineralização do organismo.

quebrapedra1.jpgA quebra-pedra é uma planta ereta, de porte delicado, atingindo cerca de 80 cm de altura, quando bem desenvolvida, embora seja mais comum encontrá-la com a metade deste tamanho As folhas são compostas por folíolos ovalados, de cor verde-claro um tanto acinzentado na superfície dorsal (face inferior). As flores minúsculas, de cor amarelo-esverdaeado, aparecem entre os folíolos e quase não são perceptíveis. Produzem frutos arredondados, verdes na aparência, bem pequeninos, que conferem à planta um aspecto ainda mais delicado. Algumas plantas pertencentes a outros gêneros e famílias recebem também o nome popular de quebra-pedra, mas não tiveram suas propriedades confirmadas. Em alguns casos receberam este nome apenas por serem parecidas com esta espécie. A quebra-pedra é uma planta espontânea que prefere os locais úmidos e de meia-sombra, onde consegue alcançar os maiores desenvolvimentos. Para fins fitoterápicos, faz-se uso de toda a planta: raízes, caule e folhas. Arrancando-se alguns espécimes, lavam-se as raízes e, após secá-las com um pano, são colocadas para secar à sombra, em local ventilado, por cerca de dois ou três dias, conforme esteja o clima, mais úmido ou mais seco. Talvez as situações onde esta planta ofereça maior auxílio sejam aquelas onde haja necessidade de aumento e dissolução de cálculos renais. De maneira geral, algumas infecções que atingem os rins são adequadamente tratadas associando-se a ingestão de maior quantidade de água e provocando a sua eliminação. Esse efeito que a quebra-pedra tão bem apresenta é bastante reforçada quando associada à planta conhecida como chapéu-de-couro (Echinodorus macrophyllus), com a qual apresenta sinergia nessa ação diurética. Pode-se preparar uma decocção para esse fim, por cerca de 15 minutos, utilizando-se duas plantas inteiras de quebra-pedra (com cerca de 30 cm de altura) e duas folhas de chapéu-de-couro picadas, em 1 litro de água. Após esfriar, coa-se e toma-se ao longo do dia. No dia seguinte repete-se toda a operação. Desse modo, além do volume normal de líquidos ingerido diariamente, deve-se acrescentar essa decocção.

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GINSENG - Araliaceae- Panax ginseng C.A. Mey. »

ginseng.jpgNOME POPULAR: GINSENG
Família Araliaceae.
Nome científico : Panax ginseng C.A. Mey.

Indicações: afecção do fígado, afrodisíaco, anemia, bioestimulante, câncer no pulmão, cansaços, capacidade aeróbica, colesterol alto, convalescença, coração, debilidades, deficiência de libido e erecção, depressões, depurativo, diabete tipo 2, disfunção de erecção, diurético, doenças de pele, epilepsia (em combinação com bupleurum, raiz de peony, raiz de pinellia, casca de cassia, raiz de gengiber, jujube fruit, raiz de solidéu asiático e raiz de licopódio), fadiga crônica, falta de energia e de concentração, fígado, fortificante, fraquezas, função imunológica, gripe e resfriado comum/dor, ferida e inflamação na garganta, hemorragias, HIV (AIDS), impotência sexual, indisposições, infecção, infertilidade masculina (3 meses de uso), melhorar a performece atlética, melhorar a vitalidade mental e física, memória, menopausa, pressão alta, próstata, reumatismo, revitalizante, stress, tônico geral.
Contra-indicações/cuidados: não usar na gravidez (possível androgenização fetal), se tiver pressão alta (possível excesso hipertensivo e taquicardia), com terapia com anticoagulante e menopausa (favorece metrorragia).

ginseng1.jpgEfeitos colaterais: Há casos de reações adversas com insônia, cefaléia, nervosismo, diarréia. Em caso dosagem excessiva pode provocar edema, coceira, depressão, vertigem, palpitações, alergias, cefaléia, problemas no sistema imunológico. Raramente, pode causar excitação (nervosismo/inquietação) e insônia. Cafeína (café) com ginseng aumenta o risco de excitação e transtorno gastrointestinal. Pessoas com pressão alta devem usar o ginseng com cautela. Uso a longo prazo de ginseng pode causar anormalidades menstruais e tenderness dos seios em algumas mulheres. Ginseng não é recomendado para mulheres grávidas ou amamentando. Pode potencializar a ação da glândula pituitária e do hipotálamo, causando reações alérgicas e taquicardia.

O ginseng é um dos fitoterápicos mais utilizados em todo o mundo. O gênero dessa erva compreende cinco espécies de plantas de crescimento lento e vida longa, cultivadas em todo o mundo, mas especialmente em países de clima mais ameno. Essa planta vem sendo utilizada há séculos na medicina chinesa e até mesmo pelos nativos norte-americanos. Alguns pesquisadores acreditam, porém, que a erva utilizada originalmente pelos chineses era de outra espécie.

O nome ginseng é derivado de uma palavra chinesa que significa “raiz-homem”, porque a raiz da planta tem um formato semelhante às pernas de um homem. Importante dizer que algumas ervas são classificadas erroneamente como ginseng, de forma que é preciso prestar bastante atenção aos vários compostos que são encontrados no mercado, vendidos com promessas milagrosas.

Historicamente, o ginseng é utilizado para melhorar o estado de estresse e cansaço, devido às suas propriedades chamadas “adaptogênicas”. Com isso, parece estar associado a uma melhora do bem-estar e a um aumento da habilidade em lidar com os fatores estressores (ambientais, fisiológicos e emocionais). Além disso, outros efeitos seriam a redução da suscetibilidade às doenças e também a diminuição dos danos causados por tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia.

Os extratos de ginseng contêm diversas substâncias, mas as principais são as chamadas ginsenosídeos. Esses compostos possuem uma estrutura semelhante a certos hormônios que o nosso organismo produz, e suas ações podem ser devidas à sua ligação aos receptores para esses hormônios. Essas ações afetam diversos sistemas em nosso corpo, incluindo o estímulo à liberação de certos hormônios reguladores e a ativação da produção de proteínas e de colesterol. Os estudos já realizados sugerem que o ginseng pode ajuda a reduzir os níveis de uma substância chamada cortisol, em pacientes com diabetes, e ajuda a elevar esses níveis naqueles pacientes sem diabetes. Isso é importante, porque uma das ações do cortisol é elevar a taxa de glicose no sangue, o que é prejudicial principalmente aos diabéticos.

Acredita-se também que algumas das substâncias encontradas no ginseng atuem na melhora do aprendizado e da memória, tenham efeito sedativo e de redução da pressão arterial. Outro grupo de compostos teria ações estimulantes sobre o sistema nervoso.

Os estudos realizados com o ginseng têm mostrado que os efeitos desse fitoterápico dependem da dose utilizada. Por exemplo, foi mostrado que o uso em baixas doses leva ao aumento da pressão arterial, enquanto altas doses ajudam a reduzir a pressão. Como já comentamos, o ginseng tem efeitos benéficos para os pacientes que são submetidos à quimioterapia, ajudando a reduzir a perda de peso e a estabilizar o sistema imune, ajudando a proteger o organismo de alguns efeitos colaterais desses tratamentos.

Apesar de todos esses efeitos relatados, a maioria dos estudos realizados apresentou resultados discordantes. Acredita-se que isso se deva à qualidade variável das preparações de ginseng utilizadas. Além disso, os estudos não apresentam qualidade satisfatória, que permita a formulação de conclusões definitivas.

Classificação

Existem algumas preparações de diferentes espécies de ginseng, sendo as mais comuns:

• Ginseng Chinês/Coreano (Panax ginseng): atribui-se a ele efeitos estimulantes, melhorando a circulação sanguínea e ajudando na recuperação de doenças leves. Pode ser adicionado a sopas.

• Ginseng Americano (Panax quinquefolius): é o ginseng que é cultivado nos EUA e no Canadá. Parece ter ações calmantes. Um estudo mostrou que o ginseng pode ajudar na redução dos episódios de gripe, em idosos.

• Ginseng Silvestre: é aquele que não é cultivado pelo homem, que nasce naturalmente. Alguns pesquisadores acreditam que sua qualidade é superior à do ginseng que é cultivado, talvez porque ele contem maior quantidade de ginsenosídeos. É bastante raro.

• Ginseng Vermelho: é representado pelo ginseng chinês/coreano que foi submetido ao calor. Seus efeitos seriam de estimulante sexual e combate ao câncer. Um estudo realizado com esse tipo de ginseng mostrou certo benefício no tratamento da impotência. Outro estudo mostrou que essa erva pode ajudar a controlar a recidiva do câncer de estômago.

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